domingo, 12 de setembro de 2010

O Avesso dos Ponteiros


Os dias têm passado tão rápido que nem dá tempo de analisá-los. Viver tem sido tão intenso – e, ao mesmo tempo, de forma tão mecânica – que fica difícil definir o que (realmente) é o verbo “viver”. É, no mínimo, interessante essa dependência que desenvolvemos pelo outro – ainda mais quando é alguém que amamos (ou, ao menos, acreditamos nessa ideia). Chegamos a outro ponto-chave: idealizar. Característica clichê e, quase vital, do ser humano. Outro dia me disseram que sou amedrontador pelo fato de demonstrar tanta independência e autoconfiança. Não sei se concordo, plenamente, com essa informação. Mas acredito que essa imagem (equivocada ou não) possa realmente existir. Talvez seja minha forma de ser. Vide minhas características astrológicas, pessoais ou, até mesmo, uma forma de auto-inibição sentimental. Tudo tem acontecido tão rapidamente que tenho até deixado de lado muitas atividades que julgo importantes. Escrever é uma delas. E, quando isso faço, começo e termino sem exatamente entender qual foi minha intenção ao me expressar. Essa mistura de sentimentos, cobranças e questionamentos me fazem perder o foco e dispersar. Queria poder reconfigurar os fusos horários do Mundo pra assegurar de que meus dias serão mais longos e válidos. E, não só isso. Queria reconfigurar a visão cultural que a sociedade tem sobre o amor e suas particularidades. O “certo” e “errado”, o “sim” e o “não”. Mas, (in)felizmente (?), tenho muita certeza de que não serei o provedor dessa revolução social. Os paradigmas são tão idealizados quanto à sociedade em si. E, como disse anteriormente, essa característica mostra-se tão vital do Homem que, até eu – que costumo acreditar em todo e qualquer tipo de mudança – custo a crer. Talvez um dia edite este texto novamente com uma resposta pra tudo isso. Enquanto isso, pego o meu relógio e vou procrastinando os ponteiros.

quarta-feira, 3 de março de 2010

It's ok


Sinto que estou ocupado demais. Vivendo! Vivendo de uma maneira mais intensa e ainda mais preocupada que antes (pois é, ficar mais velho e viver sozinho provoca um acúmulo de preocupações que, há 3 anos, nem fazia ideia do que se tratava).
Trago comigo, além de uma mochila cheia de livros e uma cabeça lotada de sonhos, muitas lições aprendidas - e sei que ainda vêm muitas por aí.
Alguns sentimentos que, às vezes, nem sei explicar. Quero ir mas quero ficar; Quero dormir mas quero acordar; Submergir mas também decolar.
Acho que todo mundo tem esse mix of feelings, não é? Tudo bem, estou bem.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Conclusão

Acho engraçado essa mania das pessoas em achar que dizer "eu te amo" resolve tudo. Só amar não é suficiente. Estou cansado de dizer que estou cansado. Isso cansa!
Como já disse Roseana Murray, “As palavras são como estrelas, facas ou flores. Elas têm raízes, pétalas, espinhos. São lisas, ásperas, leves ou densas”. Será que é tão difícil assim ser confiável? A confiança tem de ser conquistada. Tem sido assim em todos os quesitos da vida. Quer ser adorado? Adore. Quer ser elogiado? Elogie. Quer ser amado? Ame – desde que seja verdadeiro. Amor não é tudo, meus queridos. Ele não é nem um pouco auto-sustentável. Ele precisa de inúmeros tipos de combustíveis. Tais como carinho, confiança, reciprocidade, sinceridade, verdade e mais um tanto de “...ades” que existem por aí. São todos co-elementos.
Aliás, a reciprocidade é um item muito importante nesse papo de “amar”. Tenho certeza que nenhum de nós queremos ser enganados, mesmo quando mentimos. Acredito que você que está lendo minhas palavras sabe como tudo isso termina, não é? Talvez esse seja um ponto final. E, sim. Esse texto eu fiz pra você, assim como todos os outros. Não me arrependo de nenhum deles, mas esse termina, literalmente, com um ponto final. Ponto.
“Não seja leviano com o coração dos outros. Não ature gente de coração leviano”.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Tobogã

Acredito que eu já melhorei muito, mas ainda estou aprendendo.
É como se eu estivesse no último degrau da escada de um tobogã, sem saber o trajeto que ele fará. Há uma enorme felicidade por ter tido coragem de subir até aqui, e um frio na barriga por saber que vou pular. Falta muito pouco.
Não importa a rota que farei, só sei que chegarei lá!
No próximo passo, não quero mais olhar pra trás. Nem pra baixo.
Olhos no horizonte.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Resolvi assumir: Sou maluco!


Maluco no meio de normais que esperam sua vida acontecer.
Maluco no meio de sensatos que analisam todas as consequências antes de qualquer decisão.
Maluco no meio de conscientes que tomam a decisão mais correta e não a que realmente querem.
Maluco no meio de realistas que são incapazes de amar até doer por não caber o sentimento dentro de si.
Maluco no meio de santos que não fazem loucuras por uma paixão.
Maluco no meio de espertos que não gritam o que acreditam para não serem julgados.
Maluco no meio de inteligentes que não fazem o que têm vontade para não serem criticados.
Maluco no meio de comuns que escondem o que sentem, querem, acreditam e pensam.
Maluco no meio de perdidos que não encontram nem a si mesmos.
Ou "o mundo está ao contrário e ninguém reparou"?

sábado, 5 de setembro de 2009

Papel Alumínio

Ego ferido é uma desgraça! Às vezes me sinto assim, como um papel alumínio amassado. Aquele brilho lindo começa a se ofuscar e o papel lisinho fica cheio de marcas irreparáveis. É desconfortável. Ataca quando me sinto de lado ou posto do final da fila. Quando não tem retorno. Quando não dá mais pra apertar rewind. Me mata quando não tem beijo no final. Vai amassando devagar. Dá uma agonia no meio do peito, um pouco mais pro lado esquerdo, subindo pelo pescoço. A cada dobradinha um barulho novo. Até virar uma bolinha tão insignificante que vai pro lixo...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A crise

Não pretendemos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".
Quem atribuí à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la. Ode ao nosso grande e único Albert Einsten.