terça-feira, 17 de novembro de 2009

Tobogã

Acredito que eu já melhorei muito, mas ainda estou aprendendo.
É como se eu estivesse no último degrau da escada de um tobogã, sem saber o trajeto que ele fará. Há uma enorme felicidade por ter tido coragem de subir até aqui, e um frio na barriga por saber que vou pular. Falta muito pouco.
Não importa a rota que farei, só sei que chegarei lá!
No próximo passo, não quero mais olhar pra trás. Nem pra baixo.
Olhos no horizonte.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Resolvi assumir: Sou maluco!


Maluco no meio de normais que esperam sua vida acontecer.
Maluco no meio de sensatos que analisam todas as consequências antes de qualquer decisão.
Maluco no meio de conscientes que tomam a decisão mais correta e não a que realmente querem.
Maluco no meio de realistas que são incapazes de amar até doer por não caber o sentimento dentro de si.
Maluco no meio de santos que não fazem loucuras por uma paixão.
Maluco no meio de espertos que não gritam o que acreditam para não serem julgados.
Maluco no meio de inteligentes que não fazem o que têm vontade para não serem criticados.
Maluco no meio de comuns que escondem o que sentem, querem, acreditam e pensam.
Maluco no meio de perdidos que não encontram nem a si mesmos.
Ou "o mundo está ao contrário e ninguém reparou"?

sábado, 5 de setembro de 2009

Papel Alumínio

Ego ferido é uma desgraça! Às vezes me sinto assim, como um papel alumínio amassado. Aquele brilho lindo começa a se ofuscar e o papel lisinho fica cheio de marcas irreparáveis. É desconfortável. Ataca quando me sinto de lado ou posto do final da fila. Quando não tem retorno. Quando não dá mais pra apertar rewind. Me mata quando não tem beijo no final. Vai amassando devagar. Dá uma agonia no meio do peito, um pouco mais pro lado esquerdo, subindo pelo pescoço. A cada dobradinha um barulho novo. Até virar uma bolinha tão insignificante que vai pro lixo...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A crise

Não pretendemos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".
Quem atribuí à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la. Ode ao nosso grande e único Albert Einsten.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Viva la vida!

Ninguém disse que viver seria fácil. Principalmente no começo, quando nos damos conta, dói um bocado mesmo. Imagine quanta força não faz uma borboleta quando está saindo do casulo... Duvido que suas asinhas, tão frágeis, voem logo na primeira tentativa; ela precisa de tempo.
Da mesma maneira aconteceu comigo, quando comecei a viver pela primeira vez: a mudança de um dia-a-dia quase mecânico para uma vida-a-vida foi um baque. Comecei a olhar tudo de outra maneira, e a estranhar muitas coisas que antes achava comum. Me senti um peixe fora d'água.
Com o tempo, infelizmente, eu dei algumas dormidas... De vez em quando, só umas pescadinhas, mas sempre voltava a acordar. A última vez que despertei de um cochilo não faz muito tempo. Doeu, mas quando, finalmente, consegui chorar mais que uma criança recém-nascida, senti paz. Então percebi que não era mais um peixe fora d'água, porque encontrei muitos outros semelhantes a mim.
É tanta vida ao meu redor que a dor fica pequena perto da grandeza desses momentos intensos e transbordantes. Estamos, cada um no seu momento, mas estamos vivendo; e isso me deixa muito feliz.
Quase morri quando me perguntaram, há alguns dias, o que a gente faz depois que é feliz. Agora, se perguntarem novamente, não vou morrer. Era gratidão o que me faltava.
Acredito naquela frase que diz que felicidade é uma jornada, não um destino. Por isso, agradeço às pessoas cheias de vida que têm andado ao meu lado. É muito amor. Obrigado!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A estória da história


Cansei dessa estórinha de bancar o político e socialmente correto.
Estórinha - com “E” ao invés de “HI” sim! - porque tudo isso é lenda, utopia, fairytale. Não tem como ser o certinho da situação o tempo todo. Eu erro. E, quem nunca errou, que atire a primeira pedra. (Dá pra acreditar que, mesmo assim, pedras ousam a rolar?)
Eu sempre soube que essa confiança em excesso que todos depositavam em mim teria um fim. Não que eu não valha a confiabilidade. Só não sou perfeito. Qual a imperfeição nisso? O filho ideal, o ombro-amigo de todas as horas, o porto seguro da relação... Nunca fui ágil o suficiente para essas multifuncionalidades.
Sei muito bem analisar aquele dito popular clichê que diz que errar uma vez é humano, mas duas vezes é burrice. Eu aprendo com os meus erros! Só não tente me lapidar rumo à perfeição a partir dos teus.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Acredito que isso basta

Hoje fui questionado quanto ao meu objetivo aqui na Terra. Um silêncio pairou no ar depois de um tom de dúvida ao concluir o questionamento e de um ponto final que deu início ao tic-tac do relógio - cronometrando o tempo da minha resposta. Não sei! Qual é o teu? Você sabe? Só sei que estou aqui por algum motivo. Nunca sabemos o porquê, exatamente, da nossa existência. Sabemos a origem dela, como e onde ocorreu... Mas não o significado do acontecimento como um todo.
Sempre gostei de escrever os “quem sou eu” das redes de relacionamento. Mas, pra ser bem sincero, nunca soube ao certo quem eu sou. Acho que ninguém sabe. (Sabe?)
Quero aprender, errar e acertar, fazer o bem, crescer, me desenvolver de uma maneira geral. Ser útil por e para a sociedade na qual faço parte. Amar mil pessoas diferentes, mas me apaixonar por poucas. Rever e mudar conceitos (os meus e os seus. Por que não?!). Não sei o que quero ser, mas sei no que não quero me tornar. Acredito que isso basta! Como diria a cantora Beyoncé ao som de Ego: “I like to think that I was created for a special purpose.”
Espero que esta seja a resposta que não consegui dar essa manhã. Aquela que ainda permanece entalada na minha garganta. Mesmo após esse desabafo...