segunda-feira, 6 de julho de 2009

This is dedicated to you

Uma amiga me pediu para escrever algo para ela. Um “quem sou eu”, um testimonial, um “texto qualquer que você dá teu tom diferente...” – disse ela.
É tão difícil escrever pra alguém importante. Descrever pormenorizadamente sobre alguém que vale muito para nós é uma tarefa árdua. Não encontro palavras. Adjetivos são levemente profundos para o que sinto...
Essa transição da “menina-mulher” acarreta uma série de mudanças – físico, psicológico e, principalmente, intelectualmente falando.
Não é fácil ter que deixar para trás a mini-saia cor-de-rosa, a pantufa da Minney e toda aquela ânsia de encontrar o príncipe encantado vindo em sua direção no cavalo branco. Ser mulher é saber que isso tudo não existe e, mesmo assim, não deixar de sonhar. Dessa vez: com os pés no chão. Algumas, infelizmente, não adquirem esse discernimento do que é utopia e do que é realidade. E sofrem... Mas, quem disse que o sofrimento deve ser caracterizado como um sentimento ruim? Ele nos ensina a viver. Nos mostra que, muitas vezes, é preciso caminhar sob terra e pedregulhos à fim de encontrar o paraíso. Talvez você ainda não tenha encontrado o teu paraíso – aquele por você idealizado – e, quer saber? Às vezes nunca encontre!
O ser humano é inconstante e insaciável. Insatisfeito. É o jeito das coisas.
Eu mal imaginava que aquela menina sorridente e carismática, que vi atravessar a rua em minha direção - com uma caixa de erva de tereré nas mãos – tinha uma história de vida inenarrável. E que, mais tarde, me faria apaixonar pelo jeito de ser.
E vivemos! Como vivemos... Desde sorrisos, risadas, gargalhadas até decepções, lágrimas e choros descontrolados. Mas encontramos apoio. Força. Alicerce. Um álibi... um no outro.
É a imagem que tenho como exemplo de amor. Quando sofri e fui consolado. Quando precisei de puxões de orelha – e recebi. Quando precisei de um carinho que ninguém conseguia suprir. Quando estava sozinha e você chegava gritando... (Risos.)
Ah... não sei mais o que dizer. Como disse no início, é difícil, é árduo. Me faz derramar lágrimas. Me faz querer dar um “ctrl+Z” na minha vida e re-fazer tudo. Talvez de forma diferente. Talvez pra aproveitar mais. Talvez pra ter te defendido nos momentos em que te magoaram. Talvez pra poder ter participado – ainda mais e mais – dos teus dias. Na verdade, não tenho arrependimentos da maneira em que vivemos. Sei que foi do modo mais puro e sincero que pudemos. E se, algum dia, derramamos lágrimas um do outro – ou juntos – foi porque era preciso no momento.
Hoje você não está tão perto de mim e nem eu de você – fisicamente. Mas sei que, de algum lugar, tua proteção me guarda. Teu amor me conforta. Tua amizade me ajuda nas horas que preciso. Sinto a sua presença constante nos meus atos, nos meus pensamentos. O que você diria, o modo que iria me consolar – ou tirar da minha cara. (Risos).
Talvez eu tenha tido uma amizade que outras pessoas nunca tiveram. E isso me faz sentir a pessoa mais presenteada do mundo. Mas, sabe o que me faz sentir ainda melhor? Saber que essa MULHER que vejo hoje lutar e presentear outras pessoas, num outro lugar, carrega um pouquinho de mim dentro dela. Em cada ato, palavra, brincadeira. Sinto em lhe dizer, mas: não haverá porcaria de príncipe nenhum suficientemente bom para merecer o prazer que é te ter ao lado. Eu posso não ser príncipe e, muito menos, chegar num cavalo branco (prefiro-os no zoológico, ou na fazenda da minha mãe. Lembro da sua cara ao cavalgar num deles... Risos). Mas tive o prazer de ter uma supermulher com jeito de criança na minha vida. E isso basta!

domingo, 21 de junho de 2009

Me, me, me!

Talvez o erro seja realmente meu: essa coisa toda de poder confiar, de sentir uma segurança confortante no outro. Talvez eu esteja errado. Talvez não...
Pode ser que, daqui a alguns anos, eu aprenda que realmente só tenho a mim mesmo para contar nas horas difíceis. Apesar de nunca ter concordado com o famoso "Me, me, me!" - expressão que ironiza o egoísmo norte-americano.
De qualquer forma, prefiro continuar procurando - mesmo que veja, futuramente, que nada passou de um sonho utópico - uma pessoa na qual me permita fechar os olhos e ter a certeza de que ela estará lá para e por mim. E não precisará ser, obrigatoriamente, um dos meus pais...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Does it feel like home?


Dourados. Tarde fria de sexta-feira. 14:00hs. Dia dos namorados.
É estranha essa sensação de não ser mais pertencente ào seu lugar de origem. Nasci, cresci e me desenvolvi aqui; mas, certamente, não morrerei no mesmo lugar.
As pessoas não são as mesmas. Minha plaquinha com "Home, sweet home" gravado não está mais na porta do meu apartamento no centro da cidade. Está há 230km distante.
Minha mãe não mora mais na mesma casa - na nossa casa. Nem meu pai. Só minha irmã... e, de qualquer maneira, a casa está bem diferente do usual. Cores novas, móveis novos, clima novo. Diferente de lá fora, o clima aqui é quente, confortante, acolhedor. Até que me faz sentir bem - desde que não ponha os pés porta a fora.
Às vezes acho que é minha constante inconstância que faz meus hormônios ficarem assim. A mil. Feliz, triste. Triste, feliz... Muitos brigam comigo. Dizem que tenho uma vida perfeita. Social, financeira e amorosamente falando. Então a vida limita-se a isso?

Não estou culpando a cidade. Mesmo ela tendo um aspecto sujo - tão quanto seu novo prefeito - eu gosto dela! Só não me aceito limitar a sobreviver aqui.
Não sei. As coisas fácilmente deixam de ser perfeitas para mim. Qualquer passo dado fora do meu tabuleiro me magôa. E sabe o que é pior? Sou transparente. Transparente demais. E essa cidade me suja...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Deixe estar...

a
Às vezes dá vontade de soltar todas as verdades que eu penso sobre todas as pessoas. As minhas verdades, claro.
Não gosto de ver o rumo das coisas indo contra a minha opinião.
Mas quando não depende de mim, o que posso fazer?
Detesto não ter acesso. Sempre busco uma oportunidade de transformação. Eu já descobri a minha missão. Parece muito claro para quem me conhece...
Sinto que se eu mostrasse tudo que sou e fizesse tudo o que tenho vontade, algumas pessoas ficariam chocadas.
Na verdade, muita coisa está ali, na ponta do nariz. Do meu, do seu, do nosso. Mas eles não querem - ou se recusam - enxergar.
Tudo bem. Deixe estar...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Barato Demais

Aprendi que todas as coisas devem ser vividas por inteiro. Os sentimentos nobres foram feitos para ser compartilhados com as pessoas, não com ilusões e fantasmas.
Não temos o poder de ação sobre o passado, nem sobre o futuro. Somente o presente existe.
Não podemos nos dar o luxo de perder nosso tempo com amores pela metade, amizades pela metade, experiências pela metade... Isso tudo custa a metade do preço. É barato demais! Prefiro me renovar constantemente - mesmo sendo inconseqüente - e correr todos os riscos possíveis do que ficar parado olhando o horizonte sem ir atrás de tudo que faz o meu espírito vibrar. Em meu breve saber, esta é a essência da liberdade...

domingo, 26 de abril de 2009

Então vá se perder...


Dizem que se perder é algo fácil. Perder-se é não se encontrar.
Mas como se perder se sempre levamos conosco, a todos os lugares a que freqüentamos, tudo que construímos e carregamos até o prezado momento desta vida?
Falo em se perder para logo após se encontrar, e daí ressurgir. Ressurgir é revigorar-se, tomar nova consciência sobre o que se tem à volta. E, às vezes, este encontro só é possível quando se encontra a si mesmo nas condições mais primitivas ou inóspitas possíveis.
Qual é?! O ser humano também pode ser Fênix. Também pode ser mutante, inconstante, centroavante. Por que não ter coragem e começar tudo novo de novo?
Aprendí a levar em consideração o que o Ziggy Marley me disse cantando num dia desses, enquanto lia um livro:
“I can’t make you happy unless I am!”.
E é bem isso mesmo! Não podemos doar nossa felicidade para que outros sejam felizes. Meus amigos têm me questionado muito se devem levar suas vidas no “caminho mais fácil” ou do jeito que realmente querem. Isso faz algum sentido? Tem como “não ser” a si mesmo? Então me explica como isso funciona... Porquê por mais que eu tenha passado “poucas e boas” por não abdicar a mim mesmo, nunca me arrependi disso. Aceitar àqueles fios de cabelo branco; a cor da tua pele; tom de voz; quem você deseja amar...
Não existe futuro pré-visto. E, se existisse: seria legal? Creio que não. Tudo seria calculávelmente esperado. Mandando para bem longe todas aquelas boas expectativas: o friozinho na barriga, o gaguejar ao falar, as mãos frias...
É. É difícil se aceitar! Ainda mais quando os defeitos são aguçados - perante a sociedade. Mas, e aí? Quem disse que viver seria fácil?
E, caso você não concorde comigo... Ah, então vá se perder!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Você é feliz... agora?


Hoje parei para questionar quanto a minha própria felicidade.
Percebi que tenho um sério problema em dizer a mim mesmo que não sou feliz, mas sim, estou feliz - não que eu não esteja neste exato instante. É só pra definir a felicidade como um sentimento momentâneo. Digo, algo que vem e vai embora em seguida. Podendo ser num piscar de olhos; num beijo; num carinho feito com as pontas dos dedos...
Então por que quando alguém nos pergunta: “você é feliz?” damos uma resposta concreta?!
Isso depende muito! Do momento em que estamos, das pessoas ao nosso redor... Depende de todo um contexto.
Então, no meio dessa minha auto-análise acabei chegando à conclusão que a felicidade para mim é mais simples do que eu mesmo imaginava. Está num sorriso verdadeiro; numa garrafa de cerveja compartilhada com os amigos; naquele beijo carinhoso que só “aquela” pessoa sabe dar; no abraço da mamãe num momento de dor; a cada “Vem aqui, tio Lê!” que minha sobrinha diz com aquele brilho nos olhos que só ela tem... Será que preciso de algo mais?
O problema é que sempre acho que sim! E são nesses momentos que me julgo infeliz... Tolice a minha! E tudo que tenho de bom? Mas, vai dizer: Isso não acontece com você também?!
Acho que esse é o primeiro texto que escrevo sem propósito algum. Talvez até tenha. Mas sabe quando você começa escrevendo o quê está na cabeça e dá no que dá?!
Não sei nem como terminar, só queria deixar arquivado aqui como eu – juntamente à minha felicidade – sou inconstante. Ou seria “somos...”?