segunda-feira, 4 de maio de 2009

Barato Demais

Aprendi que todas as coisas devem ser vividas por inteiro. Os sentimentos nobres foram feitos para ser compartilhados com as pessoas, não com ilusões e fantasmas.
Não temos o poder de ação sobre o passado, nem sobre o futuro. Somente o presente existe.
Não podemos nos dar o luxo de perder nosso tempo com amores pela metade, amizades pela metade, experiências pela metade... Isso tudo custa a metade do preço. É barato demais! Prefiro me renovar constantemente - mesmo sendo inconseqüente - e correr todos os riscos possíveis do que ficar parado olhando o horizonte sem ir atrás de tudo que faz o meu espírito vibrar. Em meu breve saber, esta é a essência da liberdade...

domingo, 26 de abril de 2009

Então vá se perder...


Dizem que se perder é algo fácil. Perder-se é não se encontrar.
Mas como se perder se sempre levamos conosco, a todos os lugares a que freqüentamos, tudo que construímos e carregamos até o prezado momento desta vida?
Falo em se perder para logo após se encontrar, e daí ressurgir. Ressurgir é revigorar-se, tomar nova consciência sobre o que se tem à volta. E, às vezes, este encontro só é possível quando se encontra a si mesmo nas condições mais primitivas ou inóspitas possíveis.
Qual é?! O ser humano também pode ser Fênix. Também pode ser mutante, inconstante, centroavante. Por que não ter coragem e começar tudo novo de novo?
Aprendí a levar em consideração o que o Ziggy Marley me disse cantando num dia desses, enquanto lia um livro:
“I can’t make you happy unless I am!”.
E é bem isso mesmo! Não podemos doar nossa felicidade para que outros sejam felizes. Meus amigos têm me questionado muito se devem levar suas vidas no “caminho mais fácil” ou do jeito que realmente querem. Isso faz algum sentido? Tem como “não ser” a si mesmo? Então me explica como isso funciona... Porquê por mais que eu tenha passado “poucas e boas” por não abdicar a mim mesmo, nunca me arrependi disso. Aceitar àqueles fios de cabelo branco; a cor da tua pele; tom de voz; quem você deseja amar...
Não existe futuro pré-visto. E, se existisse: seria legal? Creio que não. Tudo seria calculávelmente esperado. Mandando para bem longe todas aquelas boas expectativas: o friozinho na barriga, o gaguejar ao falar, as mãos frias...
É. É difícil se aceitar! Ainda mais quando os defeitos são aguçados - perante a sociedade. Mas, e aí? Quem disse que viver seria fácil?
E, caso você não concorde comigo... Ah, então vá se perder!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Você é feliz... agora?


Hoje parei para questionar quanto a minha própria felicidade.
Percebi que tenho um sério problema em dizer a mim mesmo que não sou feliz, mas sim, estou feliz - não que eu não esteja neste exato instante. É só pra definir a felicidade como um sentimento momentâneo. Digo, algo que vem e vai embora em seguida. Podendo ser num piscar de olhos; num beijo; num carinho feito com as pontas dos dedos...
Então por que quando alguém nos pergunta: “você é feliz?” damos uma resposta concreta?!
Isso depende muito! Do momento em que estamos, das pessoas ao nosso redor... Depende de todo um contexto.
Então, no meio dessa minha auto-análise acabei chegando à conclusão que a felicidade para mim é mais simples do que eu mesmo imaginava. Está num sorriso verdadeiro; numa garrafa de cerveja compartilhada com os amigos; naquele beijo carinhoso que só “aquela” pessoa sabe dar; no abraço da mamãe num momento de dor; a cada “Vem aqui, tio Lê!” que minha sobrinha diz com aquele brilho nos olhos que só ela tem... Será que preciso de algo mais?
O problema é que sempre acho que sim! E são nesses momentos que me julgo infeliz... Tolice a minha! E tudo que tenho de bom? Mas, vai dizer: Isso não acontece com você também?!
Acho que esse é o primeiro texto que escrevo sem propósito algum. Talvez até tenha. Mas sabe quando você começa escrevendo o quê está na cabeça e dá no que dá?!
Não sei nem como terminar, só queria deixar arquivado aqui como eu – juntamente à minha felicidade – sou inconstante. Ou seria “somos...”?

quinta-feira, 2 de abril de 2009

De real, basta o mundo!


De real, basta o mundo! Eu quero é partir em busca do que é incógnito, improvável e incorreto. Eu vejo sentido no abstrato e, sim, muita vida no que muitos convencionaram chamar de "Natureza morta".
O que é mais abstrato do que o amor? Ele não tem forma nem cor, mas é o que me faz parar o coração. A gente busca incessantemente essa sensação de enfartar de amor, de sentí-lo pulsando e estourando nossas veias. Que outra coisa nos leva a isso? O que mais justifica todos os poemas, todas as músicas, toda a angústia e inspiração do mundo? Só ele, o Amor. E me atrevo a escrevê-lo com "A" maiúsculo, pois ele é divino. Mesmo sendo a pintura abstrata que muita gente já não aprecia mais - ou ao menos, tenta. Em busca de retratos reais, a gente se joga nas cordas do comodismo, esquecendo o verdadeiro motivo de estarmos aqui. E eu sei que você também pensa assim...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Myself Vs. Me


Mais uma vez vem a vida e me mostra que lutar contra meus gostos não é tão fácil assim. Uma vez, há uns 5 anos atrás, já não foi fácil. Agora, de novo. E acredite: ainda mais difícil.
É como nadar contra a correnteza; tentar voar sem possuir asas; amar quem não te ama.
Já tentei mudar a ordem dos fatores das minhas vontades... Mission failed!
A vida tem me dado lições bem interessantes. Sabe aquelas coisas que você só aprende quando leva na cara? Então...
E olha que, por um instante, eu conseguí me enganar e acreditar que era aquilo mesmo que eu queria. Mas como diria nossa grande Clarice:

“Liberdade é pouco. O que quero ainda não tem nome.”
Quero poder voar nos meus pensamentos. Nos teus também. Por que não?!
Quero viajar no dito e no não-dito; no pensado e re-pensado; no concreto e abstrato.
Não tem como sair vencedor numa batalha incessante consigo mesmo. Seria você contra seus sonhos, ânsias, vontades. Percebí – ou seria “aprendi”? – que é direito meu ser quem sou.
É direito meu ser quem quero ser. E, junto a isso, também é direito meu lutar pelas minhas realizações pessoais. Só meu!
Você quer ser seu próprio inimigo? E se assim for, quem sai ganhando: você ou... “ele”?
"E quem quer saber? A vida é tão rara... Tão rara!"

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Nessa infinita highway...

É, mermão. Agora tá dando medinho. Agora não, né. Tava assim desde o começo. O maluco é que esses dias rolou um pânico tão grande, que eu tive que olhar de fora pra dentro pra ver que não era tão assim.
O engraçado é que eu não lembro se isso foi real ou se foi um sonho. Olha que coisa! Mas tudo chegou num piscar de olhos, e minha rotina tão certinha, no mínimo planejada - e tediosa - mudou. Se mudou é porque eu chamei. Se mudou é porque eu devo agüentar.
Se trará conseqüências boas ou ruins é porque devo agüentar também.
Engraçado foi esperar que tudo que eu pedi nas sete ondas se concretizasse. E não é que se concretizou? Talvez não tudo, mas os itens mais essenciais. Sabe aqueles do topo da lista?
Eu poderia me realizar com isso, mas no fundo eu prefiro não exaltar e contar com as borboletas no estômago do inesperado.
No fundo... bem no fundo! Por que na prática o lugar mais gostoso é ficar no confortável. Ficar dentro da casca da semente, mas eu quis me expor como uma flor ao vento, sol e chuva. E mudar... Que mudança!
Às vezes eu acho que tudo isso é uma grande besteira, uma tempestade num copo d'agua. Talvez seja meu ego me lembrando como sou pequeno, mas dá licença, idiota, sou EU! Assim como Cazuza: “eu perdi um pouco dessa coisa de humildade.”
No mais, as coisas passaram tão rápido que me nem me dei conta. Na verdade, dei conta sim. Contei nos dedos, a cada tic-tac do relógio, até o “31” de cada mês no calendário.
Mais uma vez parafraseando Cazuza: “a velocidade das coisas me assusta um pouco”. E eu concordo plenamente.
Só de pensar pelo turbilhão de coisas que aconteceram na minha cabeça/vida nas últimas 2 ou 3 semanas, não dá nem pra listar. São tanto sentimentos, complementares, controversos, confusos, que até o "con" se perde.
É isso que chamam de crescer?
É assim que devemos viver nessa infinita highway?

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Behaviour Changing

Pensei. Muita coisa aconteceu enquanto eu pensava.
Ainda me sinto confuso, porém não tenho mais tempo a perder. Já sei bem "o quê" e "quem" eu quero pra mim.
Os erros, muitas vezes, nos remetem a uma incessável sede de mudanças. Mudanças dentro de nós mesmos. Isso não é bom para nosso crescimento próprio? Então quem disse que errar é tão ruim assim?
Não adianta, a superfície não me agrada. Peixe que sou, gosto mesmo é de mergulhar. Do contrário eu escorrego, não sou de ficar na mão.
Isso não tem nada a ver com compromisso... Na verdade, tem. Mas não só com compromisso. Tem a ver com não ser orgulhoso a ponto de se tornar um imutável, um perfeito imperfeito. Tem a ver com maturidade. Aquela que, uma hora, temos que atingir.
De que adiantam beijos e palavras sem um olhar verdadeiro? Quero mais que isso. Quero ser mais do que sou. Quero um olhar que ultrapasse a minha retina e me veja por dentro. Um abraço que valha muito mais que um monte de beijos. Quero mostrar o melhor de mim. As qualidades e defeitos do “quem sou eu”.