quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A estória da história


Cansei dessa estórinha de bancar o político e socialmente correto.
Estórinha - com “E” ao invés de “HI” sim! - porque tudo isso é lenda, utopia, fairytale. Não tem como ser o certinho da situação o tempo todo. Eu erro. E, quem nunca errou, que atire a primeira pedra. (Dá pra acreditar que, mesmo assim, pedras ousam a rolar?)
Eu sempre soube que essa confiança em excesso que todos depositavam em mim teria um fim. Não que eu não valha a confiabilidade. Só não sou perfeito. Qual a imperfeição nisso? O filho ideal, o ombro-amigo de todas as horas, o porto seguro da relação... Nunca fui ágil o suficiente para essas multifuncionalidades.
Sei muito bem analisar aquele dito popular clichê que diz que errar uma vez é humano, mas duas vezes é burrice. Eu aprendo com os meus erros! Só não tente me lapidar rumo à perfeição a partir dos teus.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Acredito que isso basta

Hoje fui questionado quanto ao meu objetivo aqui na Terra. Um silêncio pairou no ar depois de um tom de dúvida ao concluir o questionamento e de um ponto final que deu início ao tic-tac do relógio - cronometrando o tempo da minha resposta. Não sei! Qual é o teu? Você sabe? Só sei que estou aqui por algum motivo. Nunca sabemos o porquê, exatamente, da nossa existência. Sabemos a origem dela, como e onde ocorreu... Mas não o significado do acontecimento como um todo.
Sempre gostei de escrever os “quem sou eu” das redes de relacionamento. Mas, pra ser bem sincero, nunca soube ao certo quem eu sou. Acho que ninguém sabe. (Sabe?)
Quero aprender, errar e acertar, fazer o bem, crescer, me desenvolver de uma maneira geral. Ser útil por e para a sociedade na qual faço parte. Amar mil pessoas diferentes, mas me apaixonar por poucas. Rever e mudar conceitos (os meus e os seus. Por que não?!). Não sei o que quero ser, mas sei no que não quero me tornar. Acredito que isso basta! Como diria a cantora Beyoncé ao som de Ego: “I like to think that I was created for a special purpose.”
Espero que esta seja a resposta que não consegui dar essa manhã. Aquela que ainda permanece entalada na minha garganta. Mesmo após esse desabafo...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

This is dedicated to you

Uma amiga me pediu para escrever algo para ela. Um “quem sou eu”, um testimonial, um “texto qualquer que você dá teu tom diferente...” – disse ela.
É tão difícil escrever pra alguém importante. Descrever pormenorizadamente sobre alguém que vale muito para nós é uma tarefa árdua. Não encontro palavras. Adjetivos são levemente profundos para o que sinto...
Essa transição da “menina-mulher” acarreta uma série de mudanças – físico, psicológico e, principalmente, intelectualmente falando.
Não é fácil ter que deixar para trás a mini-saia cor-de-rosa, a pantufa da Minney e toda aquela ânsia de encontrar o príncipe encantado vindo em sua direção no cavalo branco. Ser mulher é saber que isso tudo não existe e, mesmo assim, não deixar de sonhar. Dessa vez: com os pés no chão. Algumas, infelizmente, não adquirem esse discernimento do que é utopia e do que é realidade. E sofrem... Mas, quem disse que o sofrimento deve ser caracterizado como um sentimento ruim? Ele nos ensina a viver. Nos mostra que, muitas vezes, é preciso caminhar sob terra e pedregulhos à fim de encontrar o paraíso. Talvez você ainda não tenha encontrado o teu paraíso – aquele por você idealizado – e, quer saber? Às vezes nunca encontre!
O ser humano é inconstante e insaciável. Insatisfeito. É o jeito das coisas.
Eu mal imaginava que aquela menina sorridente e carismática, que vi atravessar a rua em minha direção - com uma caixa de erva de tereré nas mãos – tinha uma história de vida inenarrável. E que, mais tarde, me faria apaixonar pelo jeito de ser.
E vivemos! Como vivemos... Desde sorrisos, risadas, gargalhadas até decepções, lágrimas e choros descontrolados. Mas encontramos apoio. Força. Alicerce. Um álibi... um no outro.
É a imagem que tenho como exemplo de amor. Quando sofri e fui consolado. Quando precisei de puxões de orelha – e recebi. Quando precisei de um carinho que ninguém conseguia suprir. Quando estava sozinha e você chegava gritando... (Risos.)
Ah... não sei mais o que dizer. Como disse no início, é difícil, é árduo. Me faz derramar lágrimas. Me faz querer dar um “ctrl+Z” na minha vida e re-fazer tudo. Talvez de forma diferente. Talvez pra aproveitar mais. Talvez pra ter te defendido nos momentos em que te magoaram. Talvez pra poder ter participado – ainda mais e mais – dos teus dias. Na verdade, não tenho arrependimentos da maneira em que vivemos. Sei que foi do modo mais puro e sincero que pudemos. E se, algum dia, derramamos lágrimas um do outro – ou juntos – foi porque era preciso no momento.
Hoje você não está tão perto de mim e nem eu de você – fisicamente. Mas sei que, de algum lugar, tua proteção me guarda. Teu amor me conforta. Tua amizade me ajuda nas horas que preciso. Sinto a sua presença constante nos meus atos, nos meus pensamentos. O que você diria, o modo que iria me consolar – ou tirar da minha cara. (Risos).
Talvez eu tenha tido uma amizade que outras pessoas nunca tiveram. E isso me faz sentir a pessoa mais presenteada do mundo. Mas, sabe o que me faz sentir ainda melhor? Saber que essa MULHER que vejo hoje lutar e presentear outras pessoas, num outro lugar, carrega um pouquinho de mim dentro dela. Em cada ato, palavra, brincadeira. Sinto em lhe dizer, mas: não haverá porcaria de príncipe nenhum suficientemente bom para merecer o prazer que é te ter ao lado. Eu posso não ser príncipe e, muito menos, chegar num cavalo branco (prefiro-os no zoológico, ou na fazenda da minha mãe. Lembro da sua cara ao cavalgar num deles... Risos). Mas tive o prazer de ter uma supermulher com jeito de criança na minha vida. E isso basta!

domingo, 21 de junho de 2009

Me, me, me!

Talvez o erro seja realmente meu: essa coisa toda de poder confiar, de sentir uma segurança confortante no outro. Talvez eu esteja errado. Talvez não...
Pode ser que, daqui a alguns anos, eu aprenda que realmente só tenho a mim mesmo para contar nas horas difíceis. Apesar de nunca ter concordado com o famoso "Me, me, me!" - expressão que ironiza o egoísmo norte-americano.
De qualquer forma, prefiro continuar procurando - mesmo que veja, futuramente, que nada passou de um sonho utópico - uma pessoa na qual me permita fechar os olhos e ter a certeza de que ela estará lá para e por mim. E não precisará ser, obrigatoriamente, um dos meus pais...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Does it feel like home?


Dourados. Tarde fria de sexta-feira. 14:00hs. Dia dos namorados.
É estranha essa sensação de não ser mais pertencente ào seu lugar de origem. Nasci, cresci e me desenvolvi aqui; mas, certamente, não morrerei no mesmo lugar.
As pessoas não são as mesmas. Minha plaquinha com "Home, sweet home" gravado não está mais na porta do meu apartamento no centro da cidade. Está há 230km distante.
Minha mãe não mora mais na mesma casa - na nossa casa. Nem meu pai. Só minha irmã... e, de qualquer maneira, a casa está bem diferente do usual. Cores novas, móveis novos, clima novo. Diferente de lá fora, o clima aqui é quente, confortante, acolhedor. Até que me faz sentir bem - desde que não ponha os pés porta a fora.
Às vezes acho que é minha constante inconstância que faz meus hormônios ficarem assim. A mil. Feliz, triste. Triste, feliz... Muitos brigam comigo. Dizem que tenho uma vida perfeita. Social, financeira e amorosamente falando. Então a vida limita-se a isso?

Não estou culpando a cidade. Mesmo ela tendo um aspecto sujo - tão quanto seu novo prefeito - eu gosto dela! Só não me aceito limitar a sobreviver aqui.
Não sei. As coisas fácilmente deixam de ser perfeitas para mim. Qualquer passo dado fora do meu tabuleiro me magôa. E sabe o que é pior? Sou transparente. Transparente demais. E essa cidade me suja...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Deixe estar...

a
Às vezes dá vontade de soltar todas as verdades que eu penso sobre todas as pessoas. As minhas verdades, claro.
Não gosto de ver o rumo das coisas indo contra a minha opinião.
Mas quando não depende de mim, o que posso fazer?
Detesto não ter acesso. Sempre busco uma oportunidade de transformação. Eu já descobri a minha missão. Parece muito claro para quem me conhece...
Sinto que se eu mostrasse tudo que sou e fizesse tudo o que tenho vontade, algumas pessoas ficariam chocadas.
Na verdade, muita coisa está ali, na ponta do nariz. Do meu, do seu, do nosso. Mas eles não querem - ou se recusam - enxergar.
Tudo bem. Deixe estar...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Barato Demais

Aprendi que todas as coisas devem ser vividas por inteiro. Os sentimentos nobres foram feitos para ser compartilhados com as pessoas, não com ilusões e fantasmas.
Não temos o poder de ação sobre o passado, nem sobre o futuro. Somente o presente existe.
Não podemos nos dar o luxo de perder nosso tempo com amores pela metade, amizades pela metade, experiências pela metade... Isso tudo custa a metade do preço. É barato demais! Prefiro me renovar constantemente - mesmo sendo inconseqüente - e correr todos os riscos possíveis do que ficar parado olhando o horizonte sem ir atrás de tudo que faz o meu espírito vibrar. Em meu breve saber, esta é a essência da liberdade...